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OBJETIVOS: O objetivo deste estudo foi descrever o uso de sinais de alerta da dengue por profissionais de saúde de pediatria no sistema público de saúde brasileiro.
MÉTODOS: Estudo transversal (2012) com médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que atendem crianças em cinco unidades de saúde. Os participantes relataram o uso e importância dos sinais de alerta de dengue na prática clínica pediátrica através de um questionário estruturado.
Diferenças na utilização de sinais (teste do qui-quadrado) e na classificação atribuída a cada um deles (Kruskal-Wallis) foram avaliadas de acordo com a ocupação dos profissionais de saúde e do nível de cuidados (p <0,05). RESULTADOS: A amostra final foi composta por 474 participantes (97%), idade média de 37 anos (desvio padrão=10,3) principalmente do sexo feminino (83,8%), profissional médico (40,1%) e de atenção terciária (75,1%).
A maioria (91%) relatou o uso de sinais de alerta de dengue na prática clínica pediátrica.
Os sinais de alerta mais amplamente utilizados e altamente valorizados foram grandes hemorragias (gastrointestinal, urinária), dor abdominal, e aumento de hematócrito concomitantemente, ou não, com rápida diminuição na contagem de plaquetas.
Vômitos persistentes, bem como outros sinais de extravasamento de plasma, tais como dificuldade respiratória e letargia/inquietação não foram identificadas com tendo o mesmo grau de importância, especialmente por técnicos de enfermagem e na atenção primária ou secundária.
DISCUSSÃO: Embora a maior parte dos profissionais de saúde tenha relatado utilizar os sinais de alerta de dengue, seria útil estender o treinamento para identificar os sinais facilmente reconhecíveis de extravasamento de plasma, que ocorrem independentemente de hemorragias.
Sicuro Correa L, Hökerberg YH, Oliveira RV, Barros DM, Alexandria HA, Daumas RP, et.at.
Use of Warning Signs for Dengue by Pediatric Health Care Staff in Brazil. PLoS One. 2016 Oct 7;11(10):e0163946.

O Ministério da Saúde anunciou na semana passada que, a partir de 2017, incluirá meninos de 12 a 13 anos na campanha de vacinação contra o HPV, o vírus do papiloma humano, sexualmente transmissível, que causa uma série de doenças.
O plano é ampliar a faixa etária gradativamente até que, em 2020, a vacinação seja oferecida a meninos dos 9 aos 13 anos, como já ocorre com meninas desde 2014.
Segundo o Ministério da Saúde, a medida faz do Brasil o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a incluir meninos em um programa nacional de imunização de HPV.
Subtipos do vírus estão relacionados a quase todos os casos de cânceres no colo útero, o que explica o foco inicial no sexo feminino.
No entanto, ainda que em números menores e sem o mesmo nível de divulgação, o vírus está também relacionado a cânceres como o de pênis, ânus e boca, tornando necessária a imunização de ambos os sexos http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37653678?ocid=socialflow_facebook

Lietz J, Westermann C, Nienhaus A, Schablon A. The Occupational Risk of Influenza A (H1N1) Infection among Healthcare Personnel during the 2009 Pandemic: A Systematic Review and Meta-Analysis of Observational Studies. PLoS One. 2016 Aug 31;11(8):e0162061.

RESUMO
INTRODUÇÃO: O objetivo desta revisão foi registrar sistematicamente e avaliar a literatura publicada relacionada ao risco ocupacional de infecção por influenza A (H1N1) dentre profissionais de saúde, durante a pandemia de 2009.
MÉTODOS: A pesquisa bibliográfica foi realizada em junho de 2015. Uma atualização foi realizada em maio de 2016. A pesquisa foi aplicada às bases de dados electrónicas EMBASE, MEDLINE, PsycINFO, PubMed, CINAHL e Google Acadêmico. A avaliação de qualidade foi conduzida com uma ferramenta utilizando oito critérios. Uma metanálise foi realizada para calcular estimativas combinadas de efeito da infecção por influenza A (H1N1).
RESULTADOS: No total, 26 estudos foram incluídos na revisão, e 15 estudos preencheram os critérios para a metanálise. Após uma análise de sensibilidade, a análise combinada mostrou um aumento significativo nas chances de infecção por influenza A (H1N1) dentre profissionais de saúde em comparação com controles/comparativos (OR=2,08, IC 95% = 1,73-2,51). A taxa de prevalência combinada, apenas para os profissionais de saúde, foi de 6,3%. CONCLUSÃO: Esta avaliação corrobora a hipótese de que os profissionais de saúde estavam particularmente em risco de infecção por influenza A (H1N1), durante a pandemia de 2009. Instituições de saúde devem intensificar seu foco em estratégias para prevenir infecções dentre os profissionais de saúde, especialmente durante o primeiro período de pandemias.

Coudeville L, Baurin N, L'Azou M, Guy B. Potential impact of dengue vaccination: Insights from two large-scale phase III trials with a tetravalent dengue vaccine. Vaccine. 2016 Sep 3. pii: S0264-410X(16)30735-6.
RESUMO
INTRODUÇÃO: Uma vacina tetravalente contra dengue demonstrou sua eficácia protetora em dois estudos de eficácia de fase III. Os resultados destes estudos foram usados para derivar o impacto da vacinação nos cincos países Asiáticos (Indonésia, Malásia, Filipinas, Tailândia, Vietnã) e nos cinco países da América Latina (Brasil, Colômbia, Honduras, México e Porto Rico) que participaram destes ensaios. MÉTODOS: O impacto da vacinação foi investigado com um modelo compartimental estruturado po idade, hospedeiro-vetor, específico por sorotipo. Os parâmetros relacionados com a eficácia da vacina e os níveis de transmissão da dengue foram estimados utilizando dados coletados durante os estudos de eficácia de fase III.
Diversos programas de vacinação, incluindo a vacinação de rotina em diferentes idades, com e sem grandes campanhas de atualização (catch-up), foram investigados.
RESULTADOS: Todos os programas de vacinação explorados apresentaram reduções significativas nos casos de dengue, em nível populacional, nos primeiros 10 anos seguintes à introdução da vacina e após.
A faixa etária mais eficiente para a vacinação variou de acordo com a intensidade de transmissão, e os 9 anos estavam perto da idade mais eficiente em todos os cenários.
A combinação de vacinação de rotina e grandes campanhas de catch-up foram identificadas como estratégias que permitiram rápida redução da carga de dengue após a introdução da vacina. CONCLUSÃO: A análise sugeriu que a vacinação contra dengue pode reduzir significativamente o impacto da dengue sobre saúde pública em países onde a doença é endêmica.

Tauil M de C, Sato AP, Waldman EA. Factors associated with incomplete or delayed vaccination across countries: a systematic review. Vaccine. 2016 May 23;34(24):2635-43.

RESUMO
INTRODUÇÃO: Apesar da queda significativa na incidência de doenças imunopreveníveis como resultado do aumento da cobertura de vacinação em todo o mundo, muitas crianças ainda têm atrasos de vacinação e uma heterogeneidade acentuada na cobertura vacinal.
OBJETIVOS: O objetivo deste estudo foi avaliar fatores que influenciam a aderência ao esquema de vacinação infantil em diferentes países, especialmente relacionada às condições socioeconômicas e características do sistema de saúde.
MÉTODOS: As bases de dados PubMed e Web of Science foram pesquisadas sistematicamente para identificar estudos observacionais publicados em jornais em inglês, espanhol e português, de janeiro de 1992 a junho de 2014.
Foram incluídos artigos originais que avaliaram esquema de vacinação com pelo menos três doses da vacina difteria-tétano-pertussis, três doses da vacina pólio e uma dose da vacina contra sarampo em crianças de 0-24 meses.
RESULTADOS: Foram identificados 491 artigos, sendo que 23 preencheram os critérios de inclusão e foram revisados.
Os fatores mais citados, reportados por países com características distintas, foram ordem de nascimento (9 artigos, 39,1%) e baixa escolaridade/status socioeconômico maternos (7 artigos cada, 30,4%).
Acompanhamento irregular por parte dos serviços de saúde foi relatado pelos países com sistema de saúde "principalmente privado".
Nascimento fora do hospital, falta de aviso(s) sobre a próxima visita de acompanhamento, e mãe que trabalha fora de casa foram citados por países com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) baixo/médio.
Etnia, uso de serviços de saúde privados, e ausência de seguro de saúde foram citados por países com IDH muito elevado. O papel da migração na cobertura vacinal foi relatado por três estudos realizados em países com características distintas. CONCLUSÃO: Os fatores são complexos e direcionados pelo contexto. No geral, estreitar os contatos e relacionamentos entre os serviços de saúde e mães com muitos filhos e famílias com baixos níveis socioeconômico/educacional parece ser uma ação importante para melhorar a cobertura vacinal

Rebmann T, Baskin CR, Loux TM, Wakefield M. Uptake and attitudes regarding hepatitis A vaccine among childcare centre staff, administrators, and parents. Public Health. 2016 Sep 5. pii: S0033-3506(16)30181-0.
RESUMO
OBJETIVOS: Os objetivos do estudo foram avaliar as atitudes e crenças dos pais e dos funcionários de creches quanto à adesão e atitudes/crenças relacionadas à vacina contra hepatite A. DESENHO: estudo transversal.
MÉTODOS: Foram aplicados questionários para pais e funcionários em 23 creches em St. Louis entre setembro e dezembro de 2014.
Os dados categóricos foram comparados utilizando-se o teste do qui-quadrado. Regressão logística multivariada, estratificada entre funcionários vs pais, foi utilizada para encontrar preditores de adesão à vacina contra hepatite A.
RESULTADOS: No total, 351 funcionários e pais participaram da pesquisa (taxa de resposta = 32%). A vacinação havia sido oferecida, ou recomendada, mais aos funcionários do que aos pais, por um profissional de saúde (55,4% vs 36,6% e 53,3% vs 28,7%, respectivamente; P=0,001 para ambos).
Mais funcionários do que pais receberam a vacina contra hepatite A (85,3% vs 67,5%, teste de Qui-quadrado = 11,0, P<0,001). Preditores de adesão à vacina dos funcionários incluíam estar ciente das recomendações de vacinação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças - CDC (OR = 11,2, IC = [1,4-91], P<0,05), a recomendação do empregador para se vacinar (OR = 8,1, IC = [1,8-36,8], P<0,01), e ter uma política de vacinação obrigatória aos funcionários (OR = 4,8, IC = [1,2-19,7], P<0,05).
Preditores de adesão à vacinação dos pais incluíam a vacina ser oferecida por um profissional de saúde (OR = 4,3, IC = [1,3-4,9], P<0,001), estar ciente das recomendações de vacinação do CDC (OR = 4,0, IC = [2,0-8,0], P<0,001), e ter recebido a vacina contra influenza anteriormente (OR = 2,5, IC = [1,3-4,9], P<0,01). CONCLUSÃO: Na população estudada, muitos funcionários de creches e pais receberam vacina contra hepatite A, embora as taxas de imunização estejam no mínimo necessário para atingir os níveis de imunidade de rebanho.
Ter empregadores encorajando a vacinação, oferecer a vacina gratuítamente, ou disponibilizar a vacinação no local poderia aumentar as taxas de vacinação da equipe.
A saúde pública deveria ser parceira das creches para aumentar a adesão à vacinação nas equipes, o que poderia resultar em imunidade de rebanho na comunidade.

Bowman LR, Tejeda GS, Coelho GE, Sulaiman LH, Gill BS, McCall PJ, et al. Alarm Variables for Dengue Outbreaks: A Multi-Centre Study in Asia and Latin America. PLoS One. 2016 Jun 27;11(6):e0157971.

RESUMO
CENÁRIO: Em todo o mundo, a dengue apresenta uma carga implacável no setor econômico e da saúde. Surtos de dengue têm se tornado cada vez mais comuns, e colocam grande pressão sobre a infraestrutura e serviços de saúde. Modelos de alerta precoce podem permitir que os sistemas de saúde e os programas de controle de vetor respondam de forma mais custo-efetiva e eficiente. METODOLOGIA: O método Shewhart e o Canal Endêmico foram utilizados para identificar as variáveis de alarme que poderiam prever surtos de dengue.
Foram compilados conjuntos de dados para cinco países, por semana epidemiológica, para os anos 2007-2013. Estes os dados foram divididos entre os anos de 2007-2011 (período histórico) e 2012-2013 (período de avaliação).
Associações entre as variáveis de alarme/surto foram analisadas por meio de regressão logística durante o período histórico, enquanto os sinais de alarme e surto foram capturados durante o período de avaliação.
Estes sinais foram combinados para formar períodos de alarme/surto, onde 2 sinais eram igual a 1 período. Períodos de alarme foram quantificados e utilizados para prever períodos de surtos subsequentes. No México e na República Dominicana, um aumento no número de casos prováveis previu surtos de casos com hospitalização com sensibilidades e valores preditivos positivos (VPP) de 93% / 83% e 97% / 86%, respectivamente, com um intervalo de 1-12 semanas.
Um aumento na temperatura média previu surtos de casos com hospitalizações no México e no Brasil, com sensibilidades e VPP de 79% / 73% e 81% / 46%, respectivamente, também com um intervalo de 1-12 semanas. A idade média foi preditiva de casos com hospitalização com sensibilidades e VPP de 72% / 74% e 96% / 45%, no México e Malásia, respectivamente, com um intervalo de 4-16 semanas. CONCLUSÕES: Um aumento no número de casos prováveis foi preditivo de surtos, enquanto variáveis meteorológicas, em especial a temperatura média, demonstraram potencial preditivo em alguns países, mas não em todos.
Embora seja difícil definir variáveis uniformes aplicáveis ao contexto de cada país, o uso de casos prováveis e variáveis meteorológicas, em sistemas de alerta precoce, poderia ser útil para destacar a ocorrência de surtos de dengue ou indicar aumento do risco de transmissão da dengue.

Fayea NY, Fouda AE, Kandil SM. Immunization Status in Childhood Cancer Survivors: A Hidden Risk Which Could be Prevented. Pediatr Neonatol. 2016 Jul 26. pii: S1875-9572(16)30082-1.

Vaccine. 2016 Nov 4;34(46):5587-5594
Slaunwhite JM, Smith SM, Halperin BA, Langley JM, Halperin SA. The role of healthcare provider attitudes in increasing willingness to accept seasonal influenza vaccine policy changes. Vaccine. 2016 Sep 21.
RESUMO CENÁRIO: Um número limitado de estudos examinou os níveis de anticorpos específicos gerados por vacinas, em crianças com câncer. Há controvérsias sobre as orientações sobre estratégias de imunização pós-câncer.
MÉTODOS: O estudo foi uma revisão retrospectiva transversal e observacional de dados registrados sobre as crianças que foram atendidas em ambulatório no Centro de Oncologia do centro médico “Rei Abdullah”, em Jeddah, no Reino da Arábia Saudita.
O objetivo foi avaliar a quantidade de soropositivos para doenças imunopreveníveis como: sarampo, caxumba, rubéola, difteria, tétano, poliomielite e Haemophilus influenzae tipo B (HIB) em sobreviventes de câncer infantil neste centro, a fim de planejar futuras vacinações para essas crianças e estabelecer um calendário simples de revacinação. RESULTADOS: Quarenta e sete pacientes (21 meninos e 26 meninas) foram incluídos no estudo.
A idade no momento do diagnóstico de câncer (média ± desvio padrão) foi de 5,68 ± 3,79 anos, e a idade no momento de análise da amostra foi de 10,68 ± 3,79 anos.
Leucemia aguda foi o tipo mais comum de câncer (49% dos pacientes), seguido de linfoma (28%), tumores cerebrais (13%), e tumores sólidos (10%). Intensidades de tratamento (de acordo com a Escala de Avaliação de Intensidade de Tratamento, versão 3.0; ITR-3) foram de 2, 3, e 4 para 26 (55%), 20 (43%), e 01 paciente (2,1%), respectivamente.
Foi encontrado que 93% dos pacientes eram considerados soronegativos (desprotegidos) para, pelo menos, uma das doenças imunopreveníveis. As taxas de soronegativos para sarampo, caxumba, rubéola, difteria, tétano, poliomielite e Hib foram de 46,8%, 36,2%, 36,2%, 46,8%, 61,7%, 17,1%, e 42,6%, respectivamente. Critérios como a idade no momento do diagnóstico, idade no momento da amostragem, tipo de malignidade, e intensidade de tratamento não foram significativamente diferentes entre soropositivos e soronegativos. CONCLUSÃO: As taxas de soronegativos para doenças imunopreveníveis foram muito altas em sobreviventes de câncer infantil, o que representou uma subpopulação de pacientes de alto risco, que poderiam se beneficiar de revacinação.
Sugere-se uma abordagem universal de revacinação para todos os sobreviventes de câncer infantil, a qual é facilmente aplicável e de baixo custo.

Slaunwhite JM, Smith SM, Halperin BA, Langley JM, Halperin SA. The role of healthcare provider attitudes in increasing willingness to accept seasonal influenza vaccine policy changes. Vaccine. 2016 Sep 21.

Vaccine. 2016 Nov 4;34(46):5587-5594
RESUMO
Slaunwhite JM, Smith SM, Halperin BA, Langley JM, Halperin SA. The role of healthcare provider attitudes in increasing willingness to accept seasonal influenza vaccine policy changes. Vaccine. 2016 Sep 21.
RESUMO CENÁRIO: Esta pesquisa explorou o papel das atitudes na aceitação de iniciativas de mudança organizacionais.
MÉTODOS: Uma enquete avaliou os fatores associados com a probabilidade de profissionais de saúde (PS) em aceitar mudanças nas políticas relacionadas à vacina influenza sazonal. Foi avaliado o impacto do conhecimento e atitudes individuais na medida deste desfecho.
RESULTADOS: Conhecimento sobre a vacina influenza sazonal e das recomendações sobre influenza foram um preditor significativo das atitudes dos profissionais de saúde sobre a vacina a nível individual (p<0,001), organizacional (p<0,05), e legislativo (p<0,05). Resultados divergentes foram obtidos quando se investigou o impacto do conhecimento sobre a real disposição em aceitar a vacina, o que sugere que o conhecimento era apenas um preditor significativo nos níveis organizacional (p<0,05) e legislativo (p<0,05).
Atitudes serviram totalmente como mediadoras do impacto do conhecimento tanto em nível organizacional como legislativo.
INTERPRETAÇÃO: Conhecimento sobre a vacina influenza e das recomendações da vacina é um preditor importante, mas insuficiente, da disposição em aceitar mudanças de políticas.

Bamford A, Manno EC, Mellado MJ, Spoulou V, Marques L, Scherpbier HJ, et al.. Immunisation practices in centres caring for children with perinatally acquired HIV: A call for harmonisation.
Vaccine. 2016 Nov 4;34(46):5587-5594
RESUMO
CENÁRIO: Os calendários nacionais de imunização atuais diferem entre os países em termos de formulações de vacinas, esquemas de vacinação e no financiamento e coordenação dos programas de imunização. Como resultado, pacientes pediátricos infectados pelo HIV podem estar susceptíveis a infecções que podem ser prevenidas por vacinação.
Vacinas utilizadas na população saudável devem ser avaliadas em pesquisas éticas de alta qualidade e explicitamente validadas para uso em crianças com necessidades vacinais especiais, como aquelas infectadas pelo HIV.
Este estudo foi realizado para avaliar as atuais práticas e atitudes com relação à vacinação dentre pediatras que cuidam de crianças verticalmente infectadas pelo HIV.
MÉTODOS: Um questionário on-line foi preenchido por 46 especialistas em infecção pediátrica pelo HIV, membros da Rede Europeia de Pediatria para Tratamento de AIDS (PENTA).
Os dados foram coletados entre novembro de 2013 e março de 2014. RESULTADOS: 46 unidades que cuidam de 2.465 pacientes completaram o questionário. A maioria das unidades (67%) referiu que as imunizações comuns na infância eram administradas pelo médico da família ou em serviços de saúde locais, ao invés de centros especializados em HIV.
Históricos de vacinação estavam, na maior parte das vezes, incompletos e difíceis de serem obtidos para 40% da população estudada. Preocupações foram relatadas sobre a utilização de vacinas vivas atenuadas, tais como varicela e rotavírus, e estas eram menos frequentemente recomendadas (61% e 28% das unidades, respectivamente).
O monitoramento das respostas vacinais foi realizado na minoria dos centros (41%). Uma variedade de diferentes ensaios foi utilizada, resultando em unidades de medida e correlatos de proteção diversos.
CONCLUSÃO: As práticas de vacinação para crianças infectadas pelo HIV no período perinatal variam muito entre os países. Esforços devem ser feitos para melhorar a comunicação e documentação de vacinações nos serviços de saúde e para se harmonizarem as recomendações relacionadas às vacinas adicionais para crianças infectadas pelo HIV e ao uso de ensaios laboratoriais para orientar a imunização.
Isto acabará por melhorar a cobertura e a imunidade induzida pela vacinação neste grupo de pacientes vulneráveis.

Tran D, Vaudry W, Moore D, Bettinger JA, Halperin SA, Scheifele DW, Jadvji T, Lee L, Mersereau T; members of the Canadian Immunization Monitoring Program Active. Hospitalization for Influenza A Versus B. Pediatrics. 2016 Aug 17.

Panorama: a extensão da diferença entre a infecção pelo vírus influenza A e B permanece incerta.
MÉTODOS: Utilizando-se os dados de vigilância a partir do Programa de Monitoramento de Imunização Canadense, ACTive, em 12 hospitais pediátricos, foram comparados características e desfechos clínicos de crianças ≤ 16 anos admitidas com influenza B confirmada laboratorialmente ou influenza A sazonal.
Também analisaram-se os fatores associados à admissão em UTI em crianças hospitalizadas com influenza B.
RESULTADOS: Em mais de 8 temporadas de influenza não pandêmica (2004-2013), foram identificados 1.510 casos de influenza B e 2.645 casos de influenza A; a mediana de idade foi de 3,9 e 2,0 anos, respectivamente (P<0,0001).
Em comparação aos pacientes com influenza A, os pacientes com influenza B foram mais propensos a ter uma condição com indicação para vacina. (odds ratio [OR] = 1,30; 95% intervalo de confiança [IC] = 1,14-1,47). Os sintomas mais frequentemente associados à influenza B foram dor de cabeça, dor abdominal, e mialgia (P <0,0001 para todos os sintomas após ajuste para idade e estado de saúde).
A proporção de mortes atribuíveis à influenza foi significativamente maior para influenza B (1,1%) do que para influenza A (0,4%); ajustando-se para idade e estado de saúde, OR foi de 2,65 (IC 95% = 1,18-5,94).
Um OR ajustado semelhante foi obtido para todas as causas de mortalidade (OR=2,95; IC95% = 1,34-6,49). Entre as crianças saudáveis com influenza B, idade ≥ 10 anos (em relação ao <6 meses) foi associada a maiores chances de admissão à UTI (OR = 5,79; IC95% = 1,91 17,57). CONCLUSÃO: A mortalidade associada à infecção pediátrica por influenza B foi maior que o da influenza A.
Entre as crianças saudáveis hospitalizadas com influenza B, as de 10 anos ou mais tinham um risco significativo de admissão à UTI.

Impacto potencial da vacinação contra dengue: percepções de dois ensaios de fase III em larga escala com uma vacina tetravalente contra dengue.

Coudeville L, Baurin N, L'Azou M, Guy B. Potential impact of dengue vaccination: Insights from two large-scale phase III trials with a tetravalent dengue vaccine. Vaccine. 2016 Sep 3. pii: S0264-410X(16)30735-6.
INTRODUÇÃO: Uma vacina tetravalente contra dengue demonstrou sua eficácia protetora em dois estudos de eficácia de fase III. Os resultados destes estudos foram usados para derivar o impacto da vacinação nos cincos países Asiáticos (Indonésia, Malásia, Filipinas, Tailândia, Vietnã) e nos cinco países da América Latina (Brasil, Colômbia, Honduras, México e Porto Rico) que participaram destes ensaios.
MÉTODOS: O impacto da vacinação foi investigado com um modelo compartimental estruturado po idade, hospedeiro-vetor, específico por sorotipo. Os parâmetros relacionados com a eficácia da vacina e os níveis de transmissão da dengue foram estimados utilizando dados coletados durante os estudos de eficácia de fase III.
Diversos programas de vacinação, incluindo a vacinação de rotina em diferentes idades, com e sem grandes campanhas de atualização (catch-up), foram investigados.
RESULTADOS: Todos os programas de vacinação explorados apresentaram reduções significativas nos casos de dengue, em nível populacional, nos primeiros 10 anos seguintes à introdução da vacina e após.
A faixa etária mais eficiente para a vacinação variou de acordo com a intensidade de transmissão, e os 9 anos estavam perto da idade mais eficiente em todos os cenários.
A combinação de vacinação de rotina e grandes campanhas de catch-up foram identificadas como estratégias que permitiram rápida redução da carga de dengue após a introdução da vacina.
CONCLUSÃO: A análise sugeriu que a vacinação contra dengue pode reduzir significativamente o impacto da dengue sobre saúde pública em países onde a doença é endêmica.

Monitoramento dos casos de dengue, febre de chikungunya e febre pelo vírus Zika até a Semana Epidemiológica 32, 2016.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico. Monitoramento dos casos de dengue, febre de chikungunya e febre pelo vírus Zika até a Semana Epidemiológica 32, 2016 Disponível em: Clique Aqui
RESUMO
Em 2016, foram registrados 1.426.005 casos prováveis de dengue no país até a Semana Epidemiológica (SE) 32 (3/1/2016 a 13/08/2016). Nesse período, a região Sudeste registrou o maior número de casos prováveis (841.286 casos; 59,0%) em relação ao total do país, seguida das regiões Nordeste (310.161 casos; 21,8%), Centro-Oeste (163.501 casos; 11,5%), Sul (73.565 casos; 5,2%) e Norte (37.492 casos; 2,6%).

O risco ocupacional de infecção por influenza A (H1N1) entre profissionais de saúde durante a pandemia de 2009: Uma revisão sistemática e metanálise de estudos observacionais.


Lietz J, Westermann C, Nienhaus A, Schablon A. The Occupational Risk of Influenza A (H1N1) Infection among Healthcare Personnel during the 2009 Pandemic: A Systematic Review and Meta-Analysis of Observational Studies. PLoS One. 2016 Aug 31;11(8):e0162061.

RESUMO
INTRODUÇÃO: O objetivo desta revisão foi registrar sistematicamente e avaliar a literatura publicada relacionada ao risco ocupacional de infecção por influenza A (H1N1) dentre profissionais de saúde, durante a pandemia de 2009.
MÉTODOS: A pesquisa bibliográfica foi realizada em junho de 2015. Uma atualização foi realizada em maio de 2016. A pesquisa foi aplicada às bases de dados electrónicas EMBASE, MEDLINE, PsycINFO, PubMed, CINAHL e Google Acadêmico. A avaliação de qualidade foi conduzida com uma ferramenta utilizando oito critérios. Uma metanálise foi realizada para calcular estimativas combinadas de efeito da infecção por influenza A (H1N1).
RESULTADOS: No total, 26 estudos foram incluídos na revisão, e 15 estudos preencheram os critérios para a metanálise. Após uma análise de sensibilidade, a análise combinada mostrou um aumento significativo nas chances de infecção por influenza A (H1N1) dentre profissionais de saúde em comparação com controles/comparativos (OR=2,08, IC 95% = 1,73-2,51).
A taxa de prevalência combinada, apenas para os profissionais de saúde, foi de 6,3%.
CONCLUSÃO: Esta avaliação corrobora a hipótese de que os profissionais de saúde estavam particularmente em risco de infecção por influenza A (H1N1), durante a pandemia de 2009. Instituições de saúde devem intensificar seu foco em estratégias para prevenir infecções dentre os profissionais de saúde, especialmente durante o primeiro período de pandemias.

Leitmeyer K, Adlhoch C. Influenza transmission on aircraft: a systematic literature review. Epidemiology. 2016 Sep;27(5):743-51.

RESUMO
INTRODUÇÃO: Viagens aéreas estão associadas com a propagação do vírus influenza por meio de passageiros infectados e, potencialmente, através da transmissão durante o próprio voo. O rastreamento dos contatos, após a exposição ao vírus influenza não é realizado sistematicamente.
Foi realizada uma revisão sistemática da literatura para avaliar a evidência da transmissão do vírus influenza a bordo de aeronaves.

MÉTODOS: Utilizando as bases de dados PubMed e EMBASE, foram identificados e criticamente analisados registros para avaliar a evidência desta forma de transmissão para passageiros sentados próximos de casos índices. Também foi desenvolvida uma ferramenta de avaliação de viés para avaliar a qualidade da evidência fornecida nos estudos identificados.
RESULTADOS: Foram identificadas 14 publicações revisadas por pares, que descreviam o rastreamento dos contatos de passageiros após uma possível exposição ao vírus influenza a bordo de uma aeronave. O rastreamento de contatos durante a fase inicial da pandemia de influenza A(H1N1)pdm09 foi descrita em 11 publicações.
Os estudos descreveram o acompanhamento de 2.165 (51%) dentre 4.252 passageiros rastreáveis. No total, foram identificados 163 casos secundários resultando em uma taxa de ataque secundário geral, dentre os passageiros rastreados, de 7,5%. Destes casos secundários, 68 (42%) estavam sentados em até duas fileiras de distância do caso índice.

CONCLUSÃO: Foi encontrada uma qualidade moderada de evidências sobre a transmissão do vírus influenza a bordo de uma aeronave. O principal fator limitante foi a comparabilidade dos estudos. A maioria dos casos secundários foi identificada a uma distância maior do que duas fileiras de distância do caso índice.
Uma abordagem padronizada para iniciar, conduzir e reportar o rastreamento de contatos poderia ajudar a aumentar a base de evidências para melhor avaliação da transmissão do vírus influenza a bordo de aeronaves.

Mais de um terço dos pacientes tem menos de 40 anos; entre os jovens adultos com tumores na cavidade oral,a presença do vírus é de 32%.
Médicos detectaram por meio de pesquisas que 32% dos casos de câncer de boca em jovens adultos eram em portadores do vírus HPV .
Se há vinte anos os registros de câncer de boca e garganta eram quase que exclusivamente entre pessoas acima dos 50 anos.
Atualmente, um dado chama a atenção dos oncologistas: cada vez mais jovens - adultos até 40 anos - têm apresentados tumores malignos nessas partes do corpo.
“A média etária de pessoas com câncer nessas áreas tem caído.Hoje em dia, atinge cerca de 30 a 40% de pessoas que não são tabagistas nem etilistas, e são mais jovens, afirma o oncologista Luiz Paulo Kowalski, Diretor do Núcleo de Cabeça e Pescoço do Hospital A. C. Camargo.
De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), os cânceres de cavidade oral e orofaríngeo estão entre os dez tipos de maior incidência em homens brasileiros.
E, mesmo que o cigarro e o álcool ainda sejam suas principais causas, eles costumam exigir uma exposição prolongada para o desenvolvimento de um tumor - entre 15 e 30 anos de consumo.
Por isso, um outro fator de risco tem sido considerado pelos pesquisadores: o papilloma vírus, popularmente conhecido como HPV, que tem a capacidade de desenvolver um câncer em menos tempo.
Com a queda do consumo do tabaco, esperávamos diminuir a incidência e a mortalidade do câncer, mas houve uma mudança de perfil. Está caindo o número de cânceres relacionados ao tabaco, devido às campanhas de controle, mas estão aumentando os casos relacionados ao HPV.” Pesquisadores apontam que, até 2030, o número de casos relacionados ao vírus deve superar os casos ligados ao tabaco nos Estados Unidos.
Um estudo atual, feito com orientação da bióloga e geneticista do A.C. Camargo e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Sílvia Regina Rogatto, aponta que em casos de câncer de amídala a incidência do HPV cresceu de 25%, registrados há 20 anos, para 80%.
Em uma outra pesquisa, comandada por Kowalski, os médicos detectaram que 32% dos casos de câncer de boca em jovens adultos eram em portadores do vírus. Em pacientes acima de 50 anos, a presença do vírus foi detectada em apenas 8%.
Contaminação pelo HPV. O estudo feito por Silvia e sua equipe em pacientes do A. C. Camargo, na capital paulista, e no Hospital do Câncer de Barretos, no interior do Estado, descobriu que 80% dos pacientes da capital são positivos para a presença do vírus enquanto os voluntários de Barretos correspondem a 15%.
A presença em grandes capitais é mais evidente, pois os hábitos costumam ser um pouco diferentes, analisa o Kowalski. Mas não se deve relacionar a transmissão exclusivamente à atividade sexual, apesar do sexo oral desprotegido ser um dos fatores principais de contaminação.
O vírus pode ser transmitido por saliva, com um beijo na boca, por exemplo. Antigamente não era educado beber no copo de ninguém, hoje já é uma coisa normal. Estima-se que entre 25% e 50% das mulheres e 50% dos homens estejam infectados pelo HPV em todo mundo. Mas a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune. De acordo com pesquisas feitas entre homens norte-americanos, mexicanos e brasileiros, ao menos 2% da população adulta tem o vírus HPV e não apresenta nenhum sintoma.
Sintomas. Existem papilomas que são como verrugas que podem aparecer na garganta ou na boca. Quem apresenta alguma ferida deve observar se ela está demorando a cicatrizar. Porém, mesmo quando o tumor maligno já se desenvolveu, pode não haver lesão visível. Em outros casos, pessoas que tiveram infecção podem não ter anticorpos elevados também. A infecção pode ser silenciosa, conta médico.
No geral, cânceres de boca e garganta podem apresentar os seguintes sintomas: dor constante, nódulo, dificuldade para mastigar, rouquidão, dor na língua e mau hálito persistente.
Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor, pois o tratamento não é tão agressivo e as chances de recuperação são maiores. Uma lesão que durar mais de 15 dias é porque tem algo errado.
Os tumores ligados ao HPV tem uma taxa de cura maior do que os associados a tabaco e ao álcool.
Eles respondem melhor ao tratamento, tanto com cirurgia, que geralmente é seguido de radioterapia, quanto na associação de radioterapia e quimioterapia.

Estado de São Paulo : 06/07/2015

1 - A análise de custo-efetividade da vacina influenza quadrivalente contra a vacina trivalente para idosos em Hong Kong.
You J, Ming WK, Chan P. Cost-effectiveness analysis of quadrivalent influenza vaccine versus trivalent influenza vaccine for elderly in Hong Kong. BMC Infect Dis. 2014 Nov 25;14(1):618..


RESUMO
Cenário: Custo e qualidade de vida ajustado/ ano à (QALY) ganho com a vacina influenza quadrivalente (QIV) versus vacina influenza trivalente (TIV) em idosos de Hong Kong foram estimados durante 9 estações.
Métodos: As taxas de infecção não coincidentes por influenza B na TIV-não similares versus QIV foram estimadas por um modelo epidemiológico. Os parâmetros do modelo incluem percentuais de linhagens de influenza B em circulação, a internação hospitalar associada à influenza B, população idade específica, a cobertura vacinal e eficácia. Custo incremental por QALY ganho (ICER) por QIV versus TIV foi estimado a partir da perspectiva da sociedade de Hong Kong.
Resultados: A média de redução na taxa de infecção por influenza B foi de 191,3 (IC95% 45,1-337,5) por 100.000 habitantes com idade ≥65 anos. Os custo mais elevados economizados e QALYs ganhos por QIV ocorreram em 2007, com alta porcentagem de cepas não coincidentes (92,9%) para os grupos etários 65-79 anos (USD266,473 e 22,8 QALYs) e ≥80 anos (USD483,461 e 27,3 QALYs) . ICERs de QIV estavam abaixo da predisposição a pagar por grupo etário 65-79 anos, em 6, 5 e 3 anos quando o custo QIV + USD 1 + USD2 e + US D 5 mais do que TIV, respectivamente. Para a faixa etária ≥80 anos, ICERs de QIV estavam abaixo da predisposição a pagar em 7 e 5 anos, quando custo QIV + USD 1 e USD 5 +, de forma correspondente.
Conclusões: O reconhecimento de QIV sendo custo-efetivo em idosos de Hong Kong foi tema para o custo unitárioQIV e percentual de TIV-cepas
2 –Distribuição da vacina influenza sazonal em 157 países (2004-2011).
Palache A, Oriol-Mathieu V, Abelin A, Music T; Influenza Vaccine Supply task force (IFPMA IVS). Seasonal influenza vaccine dose distribution in 157 countries (2004-2011). Vaccine. 2014 Nov 2;32(48):6369-76
RESUMO
Globalmente há uma estimativa de 3-5 milhões de casos de influenza grave a cada ano, resultando em 250,000-500,000 mortes.
Na Assembleia Mundial da Saúde, em 2003, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu aumentar as taxas de cobertura da vacina influenza (VCR) para grupos de alto risco, dando especial atenção apelo menos 75% dos idosos em 2010.
Porém sistemáticas de dados em todo o mundo não têm sido disponibilizadas para ajudar as autoridades de saúde pública a monitorar a administração da vacina e rever o progresso em direção às metas de cobertura vacinal. Em 2008, a Federação Internacional de Fabricantes e a Força - Tarefa das Associações de Abastecimento da Vacina Influenza (IFPMA IVS) desenvolveram uma metodologia de pesquisa para avaliar a distribuição global de dose da vacina influenza.
Os atuais resultados da pesquisa representam dados de 2011 e demonstram a evolução dos números absolutos distribuídos entre 2004 e 2011 inclusive, e a evolução nas doses per capita distribuídas em 2008-2011. A distribuição global de doses por membros da IFPMA IVS aumentou cerca de 86,9% entre 2004 e 2011, mas apenas cerca de 12,1% entre 2008 e 2011. Regiões da OMS no Mediterrâneo Oriental (EMRO), do Sudeste Asiático (SEARO) e África (AFRO), juntos, respondem por cerca de 47% da população mundial, mas apenas 3,7% do total das doses distribuídas por IFPMA IVS.
Enquanto as doses distribuídas aumentaram globalmente, diminuíram em EURO e EMRO desde 2009. A distribuição de dose pode fornecer um proxy aceitável de utilização da vacina. Com base na distribuição de dose, podemos concluir que a VCR de influenza sazonal em muitos países continua bem abaixo das metas de VCR do AMS e abaixo das recomendações do Conselho da União Europeia em EURO.
Disparidades inter e intra-regionais nas tendências de distribuição de dose põem em questão o impacto das recomendações atuais da vacina a alcançar metas de cobertura.
Medidas políticas adicionais, particularmente aquelas que influenciam a adesão dos pacientes aos programas de vacinação, como o reembolso, a formação do profissional de saúde, comportamentos, conduta e comunicações são necessárias para que as metasVCR sejamcumpridase beneficiem a saúde pública.
4 – Cobertura da vacinação contra influenza entre funcionários de escola: avaliação de conhecimentos, conduta e comportamentos.
de Perio MA, Wiegand DM, Brueck SE. Influenza vaccination coverage among school employees: assessing knowledge, attitudes, and behaviors. J Sch Health. 2014 Sep;84(9):586-92.
RESUMO Cenário: Influenza pode se disseminar entre alunos, professores e funcionários em ambientes escolares. A vacinação é o método mais eficaz para prevenir a influenza. Nós determinamos em 2012-2013 a cobertura de vacinação contra influenza entre os funcionários de escola, avaliamos conhecimentos e condutas em relação à vacina, e determinamosfatores associados à recepção da vacina.
. Métodos: Foram entrevistados 412 (49%) dos 841 funcionários de 1 distrito escolar suburbano de Ohio em março de 2013. A pesquisa realizada pela Internet avaliou características pessoais e de trabalho, a recepção da vacina, e os conhecimentos e condutas em relação à vacina.
Resultados: No total, 238 (58%) entrevistados relataram ter recebido a vacina influenza 2012-2013. A razão mais comum para receber a vacina foi para proteger a si mesmo ou a família (87%). Crenças de que a vacina não era necessária (32%) ou que não era eficaz (21%) foram as razões mais comuns para não terem se vacinado. Fatores independentemente associados com a recepção da vacina estavam tendo atitudes positivas para com ela, sentindo a pressão externa para obtê-la, e sentindo o próprio controle sobre a possibilidade de obtê-la.
Conclusão: A cobertura da vacina influenza entre os funcionários de escola deve ser melhorada. Mensagens incentivando os funcionários de escola a receber a vacina devem abordar equívocos sobre a vacina. Os empregadores devem usar métodos para maximizar a vacinação dos funcionários como parte de um programa completo de prevenção da influenza.

O Rotavírus é considerado o mais importante agente causador de diarréia grave e óbitosem crianças menores de cinco anos em todo o mundo,com casos mais graves em crianças de até dois anos de idade. Em adultos é mais rara, com relatados de surtos em espaços fechados, como escolas, ambientes de trabalho e hospitais.
O Rotavirusé transmitido por água ou alimentos, por contato pessoa a pessoa, objetos contaminados e, provavelmente, também por secreções respiratórias.
O período de incubação do Rotavirus varia entre 24 a 48 horas, entre o contato com o vírus e o aparecimento dos sintomas.A infecção por Rotavírus pode variar de um quadro leve com diarréia líquida e duração limitada a um quadro grave com desidratação, febre, vômitos e cólicas.
O tempo de duração dos sintomas geralmente é de uma semana. A desidratação é o sintoma mais grave das infecções intestinais provocadas pelo Rotavírus, além de reduzir as reservas de água do corpo, reduz também os níveis de minerais importantes, como sódio e potássio.Para controlar a doença é recomendado ingerir bastante líquido.
Apesar da difícil prevenção, é muito importante observar as condições adequadas de higiene, ressaltando a importância de lavar as mãos, principalmente depois de ir ao banheiro e antes das refeições. Outro aspecto importante é a amamentação dos bebês até os seis meses, para fornecer suas defesas não só contra o Rotavírus, mas também contra outras doenças.
Atualmente uma das formas mais eficazes de prevenção contra gastrenterite por Rotavírus é a vacina.
Dispomos de duas vacinas orais altamente eficazes contra o Rotavírus:
- Vacina de vírus vivos atenuadosmonovalente, do sorotipo G1[P8]. Deve ser administrada por via oral em duas doses com intervalo de dois meses. A primeira entre 6 e 14 semanas de vida e a segunda entre 14 e 24 semanas, com intervalo mínimo de quatro semanas entre elas. (disponível tanto na rede pública quanto na privada) - Vacina de vírus vivos atenuados pentavalente, composta por quatro vírus humanos (G1, G2, G3 e G4) e um bovino (P1). Também é administrada por via oral, mas em três doses com intervalos de dois meses. A primeira deve ser realizada entre 6 e 12 semanas de idade e a terceira não deve ultrapassar a 32ª semana. (disponível apenas na rede privada).
Deve-se postergar a vacinação se a criança apresentar alguma doença grave, vômitos ou diarréia.
Em caso de vômitos ou regurgitação após a vacinação,não é recomendado repetir a dose da vacina.
Como eventos adversos podem ocorrer, sem muita frequência, irritabilidade, febre, perda de apetite, diarreia e vômitos.
Está contra-indicada para crianças com relato de reação anafilática prévia a qualquer componente da vacina, ou para crianças com histórico de doença gastrintestinal crônica, inclusive malformação congênita do trato gastrintestinal e portadores de imunodepressão (exceto HIV).
Ao contrário da vacina Sabin, crianças em contato com imunodeprimidos e crianças portadoras do vírus HIV devem ser vacinadas.
A vacina contra o Rotavírus pode ser aplicada concomitantemente com qualquer outra vacina sem interferência na eficácia ou aumento de eventos adversos. As vacinas de vírus vivos de uso oral (Rotavírus e Sabin), podem ser administradas no mesmo dia ou com intervalo de 15 dias.
O leite materno não interfere na resposta de ambas vacinas.

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Prezados, Com as notícias sobre o recente surto de influenza nos EUA, estamos recebendo muitos questionamentos via SIV sobre as cepas que compõem a vacina influenza 2013, tanto a que está sendo usada no Hemisfério Norte, quanto a que utilizaremos no Hemisfério Sul.
Para esclarecimento, as cepas recomendadas para composição das vacinas influenza que poderão ser distribuídas no Hemisfério Sul na próxima temporada, 2013, de acordo com a publicação no website da Organização Mundial de Saúde são:
— A/California/7/2009 (H1N1)-vírus similar *;
— A/Victoria/361/2011 (H3N2)-vírus similar **;
— B/Wisconsin/1/2010-vírus similar ***.
Referência: Link de Refêrencia Esta é a mesma composição das vacinas que estão sendo utilizadas nesta temporada no Hemisfério Norte.
As cepas que estavam recomendadas para composição das vacinas influenza na temporada de 2012, são as seguintes:
— A/California/7/2009 (H1N1)-vírus similar;
— A/Perth/16/2009 (H3N2)-vírus similar;*
— B/Brisbane/60/2008-vírus similar.
Referência: Link de Refêrencia
Da recomendação de 2012 para 2013, houve alteração de duas cepas, da A/H3N2 e B, tanto para o Hemisfério Norte quanto para o Hemisfério Sul.
Caso necessitem de informações adicionais permanecemos à disposição.
Atenciosamente,
Serviço de Informação sobre Vacinação